segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Um mundo para os que acabam de nascer

quão lindo é o bebê brincando de barquinha no aparelho sanitário
quão duro foi a lição de sua mãe ao tirá-lo de perto do vaso
tamanha a rispidez no apertar da descarga
e lá vai o navio papeleiro pelo caminho do saneamento básico da casa

e o capitão papel navega pelos canos, feitos com tanto amor
e vai descendo como os prantos do neném ateu
seguindo o rumo dos dejetos humanos tão confusos
já que não é educado conversar a mesa sobre os problemas futuros
da nossa terra linda que papai do céu nos deu

e o barquinho chega até o rio mais próximo
todo sujinho de cocô e de cabelos
fora as demais sujeiras que se misturam como temperos
e fazem do tão delicioso banho
menos importante que os coloridos letreiros
pois é um direito do homem possuir banheiros
e pra onde a sujeira vai...
quem vai se importar?

pois os cientistas descobriram que a materia orgânica se dá bem com a terra
e que o ser humano precisa de água limpa pra beber e se banhar
mas o que se vê é que a terra virou sujeira de apartamentos
e já não é um terreno pra criança brincar
pois a sujeira se tornou veneno
e veneno só é permitido nos alimentos que essas mesmas crianças deverão se alimentar


1 comentários:

Alika Finotti disse...

fooooooda, foooodaaa messmooo!!!